sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Sou eu a Charada sincopada
Espécie de acessório ou sobressalente próprio,
Arredores irregulares da minha emoção sincera,
Sou eu aqui em mim, sou eu.
Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.
Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.
Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim
(...)
E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco longínqua,
Como de um sonho que se quer lembrar na penumbra a que se acorda,
De haver melhor em mim do que eu.
(...)
Baste, sim baste! Sou eu mesmo, o trocado,
O emissário sem carta nem credenciais,
O palhaço sem riso, o bobo com o grande fato de outro,
A quem tinem as campainhas da cabeça
Como chocalhos pequenos de uma servidão em cima.
Sou eu mesmo, a charada sincopada
Que ninguém da roda decifra nos serões de província.
Sou eu mesmo, que remédio!
Sempre ao ler os verso de Fernando Pessoa sinto como se eles traduzissem-me. Cada palavra parece que vem do que me é essencial. São retratos em letras do que sou...
A sensação de “palhaço sem riso”, de “bobo com grande fato de outro” me acompanhe constantemente, sobretudo neste período de natal, em que as pessoas resolvem ser “agradáveis, receptivas e generosas”. Fico a pensar o que causa tanta euforia nesses seres que passam todo o ano sendo arrogantes e detestáveis. Será a orgia das compras e a carinha ridícula do Papai Noel ou será que as luzes natalinas afetam-lhe os neurônios trazendo-lhes a generosidade tão raramente sentida e jamais compreendida?
Dá-me náuseas todas essas manifestações de carinhos medíocres, de risos amarelos e abraços frouxos sem calor.
É absurdo tudo isso.
O que mais me causa espanto é a estranheza dessas criaturas às pessoas que não se prendem a regras moralistas de uma sociedade hipócrita que prega a inversão dos valores. Como canta Nando reis, “o que está acontecendo? O mundo está ao contrário e ninguém reparou.”
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Adolescência Tardia
Pareço um adolescente bobo e fútil. Alguns minutos antes eu estava eufórico com os preparativos do Natal de Luz (evento natalino em meu município). Mal podia me conter. Preocupava-me com os assuntos pelos quais fiquei responsável e tremia ao pensar em minha possível falha. Corri pra lá, corri pra cá... Fui e vim. Finalmente encontrei a artista da peça natalina que eu irei montar. Mas a menina que eu tinha escalado pra declamar um poema de Fernando Pessoa, chamado Poema de Menino Jesus, não pôde aceitar o convite por causa de seus preceitos religiosos que não admitiam falar de Cristo menino, pois isso seria uma tremenda idolatria (quanta idiotice); - mas sei que ela ao passar dos anos vai mudar essa sua idéia errônea de Deus . Fiquei triste com a resposta dela, mas não me desanimei, pois já tinha outra menina em mente, de quem eu gosto muito, pra fazer o papel. Nos meus minutos de ansiedade e angustia corri para ir atrás de uma bicicleta. Eu tinha que encontrar outra pessoa pra ir ao encontro de uma nova artista.
Fui á Lan House a procura quando chego lá, a vejo. Teria sido ótimo se tivesse visto apenas ela (a minha personargem), mas lá estava um de seus amigos, a quem eu dedico, não reciprocamente, uma dessas paixões puras, embora inflamáveis.
A primeira “COISA” que comecei a sentir foram as borboletas brincarem em meu estômago....
Como me sinto idiota perante essas situações e sentimentos. Isso é tão pueril.
Como eu, um cara com 21 anos, não respeita as calças que veste?
-Bergue, acorda! Você vai ficar assim por causa de um garoto de 17 anos? – Minha consciência repete isso em bravos gritos.
Será que serei sempre esse bobo apaixonado? Chego a pensar que as paixões são próprias dos fracos.
Mas, PACIÊNCIA!!!!!!!!
Ajude-me, Deus!!!
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
As vezes acho que esse breu me é necessário, ao menos agora, ao menos durante algumas horas.
Tenho a necessidade de ter o escuro, de ter o silêncio de fora, de ser surdo à minha voz, e nesses instantes ter um cobertor imenso que envolva todo o meu corpo e aqueça o que grita em mim.
GRITAR...
CORRER...
Quero ser sujeito desses verbos, mas não posso...
As mão alheias estão em meu pescoço. O grito vem de dentro com uma força indizível, no entanto não consegue sair. Depois desse impedimento ele recua trazendo-me aos músculo uma languidez, um desânimo, uma dor.
Minhas pernas freneticamente buscam espaço... Mas como encontrar espaços se elas não coseguem sequer desamarar-se das cordas convencionais que as imobilizam?
Meu Deus, meu Deus...
S... s... s... (... !!!! ... !!! ) S o c r ...
Devolve-me as forças!!!
Estou farto do que é socialmente aceito, das convenções imorais, da maneira polida que sou forçado a tratar a todos.
Quero mandar todos a m...
Quero ofender a mãe das pessoas ilustres!!!
Quero bater e ver a dor personificada na face desses filhos da p...
Aff...
Que nojo tenho de mim hoje...
Queria um retraro de Doryan pra feri-lo, pra não macular meu semblante (olha aí... mesmo enojado de mim não quero ser feio, quero esconder a sujeira de meus pensamentos... Ô VAIDADE)
Quanta besteira...
Me desejem sono...
Adeus!!!
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Em Busca da Terra do Nunca

Assisti um filme nesse final de semana que muito me encantou. Na verdade eu o já tinha assistido. Mas dessa vez pude compreender mais afundo sua essência, sua simpatia e magia.
O filme chama-se "Em Busca da Terra do Nunca". Ele falava do processo da criação artística, do resgate da inspiração perdida e do lugar de onde ela poderia ser encontrada.
Além desse processo artístico, o filme relata de maneira bem suave e tocante o quanto é vital a "fantasia" em nossas vidas, que precisamos dá asas ao que é real pra torná-lo mais belo e suportável. Fazer de pequenos e singelos momentos, grandes acontecimentos, amar o que é não é palpável aos olhos comuns, tatear o que estar nas entrelinhas de nosso ser, cheirar o que o olfato pouco sensível é capaz de sentir. Em fim alimentar a infância que está perpetuamente em nós.
Ao final, surpreendi-me com a face quente e úmida. Não pude conter as lágrimas que me corriam o rosto. A emoção e a lição que a pequena grande estória me trouxe foi magnifíca.
Acho que não pude transmitir toda a energia do filme, mas o que importa é o registro de minha emoção nessas linhas e minha recomendação de um filme tão bom.
quarta-feira, 18 de julho de 2007

segunda-feira, 25 de junho de 2007
Extasia
Esses ultimos dias passei fora de minha realidade quotidiana...
Pude ouvir boa música, ler bons livros, conversar com pessoas de conteúdo. Foi tudo de bom ;-)
Na terça-feria sai com uma amiga muito especial, fomos em uma livraria onde passamos algumas poucas horas nos deileitando naquelas prateleiras, nos metendo dentro daqueles livros e rolando entre aquelas linhas que cheiravam a poesia e manavam água ao nosso ego de estudante e ao espírito inquieto de beleza que há em nós.
Em vários livros que vi, dois me chamaram bastante atenção: Mistérios, da Lygia Fagundes Telles e uma coletânea de contos, de Nelson Rodrigues. O primeiro me trouze uma beleza tão singela, tão doce... as linhas de Lygia entravam-me no peito e trazia-me uma calma e ao mesmo instante fazia nele verdadeiro escacel de sentimentos. É dificil explicar, a autora sempre me comove...
O segundo livro apresentou-me um ator que era-me desconhecido. As palavras secas e frias de Nelson Rodrigues é de uma realidade tão natural aos nossos olhos, no entanto, fazemos de tudo pra mascarar essa realidade tão nua que ele faz questão de evidenciar em suas palavras fortes e cheias de uma poesia surda de ilusões.
Enfim, voltei dessa semana totalmente inspirado em dedicar-me de corpo e alma as aulas de Literatura tão bem ministrada por minha mais nova professora; chego a esperar anciosamente o dia de suas aulas...
Obrigado Deus!!!!
segunda-feira, 4 de junho de 2007
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Olhos de Ísis
O vinho que te trago,
tenho q provar primeiro
será que vale está
no seu lugar?
Por que é que todo mundo
anda armado o tempo inteiro?
Eu não trago a maldade em meu olhar
Uma noite assim de pétalas no chão
Os seus lábios guardam o néctar dos céus
a naja da cobiça
nos espreita à escuridão
e o veneno da inveja depurando o moscatel!
A beleza é uma arma em suas mãos
se dissolvem as defessas, caem os véus;
destila ingredientes inflamáveis à emoção,
resignação dos crentes com a audácia dos ateus...
Você é filha de Osíris
pode volatizar
se transforma em arco-íris
só pra eu me apaixonar.
Se não finca raizes
por que eu me entreguei?
Tem os olhos deÍsis
é seu meu destino
eu sei...
Se o que produz a mente
o universo cocretiza
Por que deixamos sempre pra depois?
A forç das estrelas sua janela canaliza
e o zênite que existe entre nós dois?
quinta-feira, 10 de maio de 2007

sexta-feira, 13 de abril de 2007
Loucuras

Hoje o meu dia está cinza...
Não sei o porquê de nada. Tudo o que tenho de feio me encomoda. Milhares de questionamentos surgem em meu peito.
Meu corpo doente me desespera e minhas aflições me tiram o viço do rosto tornando-o enrugado.
Peço-te, oh Deus, não me deixes só.
Sei que não mereço sua atenção, no entanto, peço-te misericórdia. :>(
Minhas paixões não têm mais razão de ser.
Perguto-me incessantemente o porquê de tudo isso está acontecendo comigo.
Há milhares que fazem coisas piores e não tem essa mácula no corpo. Talvez não tenham nada também no interior.
E porque, Pai, isso aconteceu comigo?
Minha vontade era de apenas ser feliz...
Cometi alguns erros, eu sei... Magoei pessoas, fui um tanto egoista, mas quem não é?
Levanto meus olhos a Ti pedindo escape...
Tenho certeza que não sou digno de Tua presença, mas me ajuda!!!
Me aceita assim... Tra a mi teu Espírito...
Já não sei mais o que fazer.
Estou, nesse momento, ouvindo uma música que diz que devo levantar acabeça e Te chamar...
Meus olhos choram... As minhas víceras sangram e meu corpo expulsa esse sangue de maneira a me deixar completamente angustiado...
Cura as minhas feridas!!!!!
Traz sol pro meu jardim.
Me ajuda!!!!!!
quarta-feira, 28 de março de 2007
Sinto em meu íntimo algo q não é agradável a Ti, mas o q fazer?
Meus desejos queimam não só meu corpo mais também meu pobre juízo q agoniza em pensar que não estou sendo um servo exemplar.
O que fazer se meus sentimentos, embora obscuros aos teus olhos, habitam em mim de forma tão pura????!!!
O que fazer com meus desejos que me queimam o corpo e me desviam do caminho que Tu fizeste pra mim????????
o que fazer, Deus meu, com meus olhos q cobiçam aquilo que passa e não me é permitido???
O que fazer com minha boca que profere palavras do fundo á pessoas não opostas e tocam lábios iguais aos meus????
Porque, Jesus???????
Sei que os sentimentos contidos em mim, por mais pálidos e/ou transparentes, não provém do seu Criar...
Me ajude!!!!!!!!
Isto é dedicado a VocÊ Deus. Responda-me por favor!!!
quarta-feira, 14 de março de 2007
Mais um no Blogger hem!!!!!!!!!!!!
Beijo a Todos!!!!