segunda-feira, 25 de junho de 2007

Extasia

Esses ultimos dias passei fora de minha realidade quotidiana...

Pude ouvir boa música, ler bons livros, conversar com pessoas de conteúdo. Foi tudo de bom ;-)

Na terça-feria sai com uma amiga muito especial, fomos em uma livraria onde passamos algumas poucas horas nos deileitando naquelas prateleiras, nos metendo dentro daqueles livros e rolando entre aquelas linhas que cheiravam a poesia e manavam água ao nosso ego de estudante e ao espírito inquieto de beleza que há em nós.

Em vários livros que vi, dois me chamaram bastante atenção: Mistérios, da Lygia Fagundes Telles e uma coletânea de contos, de Nelson Rodrigues. O primeiro me trouze uma beleza tão singela, tão doce... as linhas de Lygia entravam-me no peito e trazia-me uma calma e ao mesmo instante fazia nele verdadeiro escacel de sentimentos. É dificil explicar, a autora sempre me comove...

O segundo livro apresentou-me um ator que era-me desconhecido. As palavras secas e frias de Nelson Rodrigues é de uma realidade tão natural aos nossos olhos, no entanto, fazemos de tudo pra mascarar essa realidade tão nua que ele faz questão de evidenciar em suas palavras fortes e cheias de uma poesia surda de ilusões.

Enfim, voltei dessa semana totalmente inspirado em dedicar-me de corpo e alma as aulas de Literatura tão bem ministrada por minha mais nova professora; chego a esperar anciosamente o dia de suas aulas...

Obrigado Deus!!!!

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Esses dias tenho me sentido um tanto quanto angustiado...
As indecições não me deixam respirar, o medo está a bater-me à porta e eu covardemente deixo-lhe entrar...
Meus questionamentos a Deus estão cada vez maiores: Se Ele é contra o que há em mim porque permite que tais desejos me atormentem desde pequeno? Temo que esses questionamentos, de alguma forma, transformem-se em revolta e consequentemente me afastem de Deus...
"Não sei, não sei, não sei se fico ou passo"
Esse mau, do espírito e da carne, me assombram... As vezes penso que um deles me levará a morte.
Aff...Não faço otra coisa nesse bendito blogger a não ser jogar nele de forma incoerente as minhas dores, os meu conflitos...
Queria uma resposta de Ti, meu Pai!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Agora lembrei...
Pai era como eu chamava aquele a quem um dia eu amei e hoje me leva as tardes ou as tornam cinzas... "Tarde turqueza, quarenta graus, talvez porque VOCÊ não esteja tudo lateja... Tarde sem nuvem, nada se mexe..."
O que fazer com esse maldito vinho que me amarga a face e que me alenta o coração?
Beber-lo-ei e me permitirei viver sua leve sedução, seu cheiro doce e acre de luxúria?
Ou o provarei apenas, e o vomitarei num ânsia frenética de reter o que me faz bem ao corpo e que ilusoriamente faz bem à alma???
"Não sei, não sei(...) Sei que canto e a canção é tudo..."
Se alguém puder entender-me... Ajude-me!!!!!!!!!!!!!