segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Em Busca da Terra do Nunca


Mediante as grandes lutas e dificuldades da vida, da hostilidade das pessoas, das diversas máscaras que, muitas vezes, temos que nos vestir pra nos tornar, ou melhor, transparecer que somos pessoas "inteligentes" e "responsáveis", somos forçados a deixar de lados nossos sonhos, nossos objetivos, abondonarmos nossas prováveis conquistas apenas pelo fato de acharmos que eles não passam de fantasias pueris.
Assisti um filme nesse final de semana que muito me encantou. Na verdade eu o já tinha assistido. Mas dessa vez pude compreender mais afundo sua essência, sua simpatia e magia.
O filme chama-se "Em Busca da Terra do Nunca". Ele falava do processo da criação artística, do resgate da inspiração perdida e do lugar de onde ela poderia ser encontrada.
Além desse processo artístico, o filme relata de maneira bem suave e tocante o quanto é vital a "fantasia" em nossas vidas, que precisamos dá asas ao que é real pra torná-lo mais belo e suportável. Fazer de pequenos e singelos momentos, grandes acontecimentos, amar o que é não é palpável aos olhos comuns, tatear o que estar nas entrelinhas de nosso ser, cheirar o que o olfato pouco sensível é capaz de sentir. Em fim alimentar a infância que está perpetuamente em nós.
Ao final, surpreendi-me com a face quente e úmida. Não pude conter as lágrimas que me corriam o rosto. A emoção e a lição que a pequena grande estória me trouxe foi magnifíca.
Acho que não pude transmitir toda a energia do filme, mas o que importa é o registro de minha emoção nessas linhas e minha recomendação de um filme tão bom.

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