quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Estou tão desiludido de mim mesmo. Não estou vendo nada no horizonte, tudo está opaco, confuso, triste. Só consigo pensar que depois dessa névoa, vem o breu e depois do breu...
As vezes acho que esse breu me é necessário, ao menos agora, ao menos durante algumas horas.
Tenho a necessidade de ter o escuro, de ter o silêncio de fora, de ser surdo à minha voz, e nesses instantes ter um cobertor imenso que envolva todo o meu corpo e aqueça o que grita em mim.

GRITAR...
CORRER...

Quero ser sujeito desses verbos, mas não posso...
As mão alheias estão em meu pescoço. O grito vem de dentro com uma força indizível, no entanto não consegue sair. Depois desse impedimento ele recua trazendo-me aos músculo uma languidez, um desânimo, uma dor.

Minhas pernas freneticamente buscam espaço... Mas como encontrar espaços se elas não coseguem sequer desamarar-se das cordas convencionais que as imobilizam?

Meu Deus, meu Deus...

S... s... s... (... !!!! ... !!! ) S o c r ...

Devolve-me as forças!!!

Estou farto do que é socialmente aceito, das convenções imorais, da maneira polida que sou forçado a tratar a todos.
Quero mandar todos a m...
Quero ofender a mãe das pessoas ilustres!!!
Quero bater e ver a dor personificada na face desses filhos da p...

Aff...

Que nojo tenho de mim hoje...

Queria um retraro de Doryan pra feri-lo, pra não macular meu semblante (olha aí... mesmo enojado de mim não quero ser feio, quero esconder a sujeira de meus pensamentos... Ô VAIDADE)

Quanta besteira...

Me desejem sono...

Adeus!!!

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Em Busca da Terra do Nunca


Mediante as grandes lutas e dificuldades da vida, da hostilidade das pessoas, das diversas máscaras que, muitas vezes, temos que nos vestir pra nos tornar, ou melhor, transparecer que somos pessoas "inteligentes" e "responsáveis", somos forçados a deixar de lados nossos sonhos, nossos objetivos, abondonarmos nossas prováveis conquistas apenas pelo fato de acharmos que eles não passam de fantasias pueris.
Assisti um filme nesse final de semana que muito me encantou. Na verdade eu o já tinha assistido. Mas dessa vez pude compreender mais afundo sua essência, sua simpatia e magia.
O filme chama-se "Em Busca da Terra do Nunca". Ele falava do processo da criação artística, do resgate da inspiração perdida e do lugar de onde ela poderia ser encontrada.
Além desse processo artístico, o filme relata de maneira bem suave e tocante o quanto é vital a "fantasia" em nossas vidas, que precisamos dá asas ao que é real pra torná-lo mais belo e suportável. Fazer de pequenos e singelos momentos, grandes acontecimentos, amar o que é não é palpável aos olhos comuns, tatear o que estar nas entrelinhas de nosso ser, cheirar o que o olfato pouco sensível é capaz de sentir. Em fim alimentar a infância que está perpetuamente em nós.
Ao final, surpreendi-me com a face quente e úmida. Não pude conter as lágrimas que me corriam o rosto. A emoção e a lição que a pequena grande estória me trouxe foi magnifíca.
Acho que não pude transmitir toda a energia do filme, mas o que importa é o registro de minha emoção nessas linhas e minha recomendação de um filme tão bom.